sábado, 1 de junho de 2013
Dança comigo esta noite?
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domingo, 28 de abril de 2013
Soneto do amor maior
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Eu sinto falta de alguém, só não sei quem
Eu sinto falta de amar, eu acho. Mas não é você... Por mais falso que pareça o que vou dizer, hoje você é meu amigo, não comida. Me sinto uma vegetariana de emoções. Talvez seja por isso que esteja me sentindo assim. Me peguei chorando, mas não durante o banho, eu estava chorando pelos cantos, mas, o pior é que, eu estou feliz! Como pode isso?!
É saudade, eu acho. Eu sinto falta de alguém, só não sei quem. Acho que eu sinto falta de amar. Abandonei minha paixão em dezembro e sinceramente, não sei quando vou voltar pra ela. Tenho medo de que se for do mesmo jeito, vou fugir, de novo. E eu tenho medo de mudar também...pode isso? Que loucura, que vacilo, hein? Babaca.
Do jeito que estou andei pensando em te mandar uma mensagem: me procura, me liga, me ama. "Larga sua namorada e vem ficar comigo". Babaca. Eu te amei, mas não te amo mais. Não me procura, me erra, me esquece. Fica com ela que você é feliz assim, e eu também, eu acho. Mas não para de falar comigo, tá bom assim.
Agora que estou escrevendo, acabei pensando, será que não é saudade do outro? Aquele, do cheiro que periodicamente grudava em mim. Também tem namorada, mas com ele é diferente. Com você foi platônico, com ele foi quase real. Quase, porque ele tem namorada. Mas pra ele eu pediria, sim, e se um dia ele ler isso, eu peço: me procura, me liga, me ama. Larga sua namorada e vem ficar comigo que eu te faço sentir o que eu sinto.
Lendo o que escrevi penso que não sou mais a mesma. Olha lá, o primeiro post desse blog, e vê o quanto eu mudei. Eu não me sinto mais a mesma, eu não sou mais a mesma. Eu to feliz, assim, eu acho. Sinto falta do mundo que eu vivi há quatro anos, mas sinto falta do ano retrasado também. Quero vê-los e fingir que nada mudou. Quando penso em alguém, só penso em vocês, e aí então, estamos bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, nem desistir nem tentar agora, tanto faz.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Scent
Luz de luar, inebria, enlouquece.
Fogo de pedra, devora, esplandesce.
Chiclete de bola, provoca, aluscina.
Da fauna e da flora, desperta, domina.
Seu cheiro.
Tsunami de pó, sepulta, prevê.
Sem medo, sem dó, consome, você.
E eu...
E nós...
E é assim, sempre assim.
Minha pele reclama, meu olfato proclama,
Te quero, te busco, te cheiro.
Seu cheiro...
Meu cheiro...
Nosso cheiro.
Perfume de sífide, anuncia um futuro que só eu sei.
Seu corpo, sua mente, eu.
Coitado de quem um dia se disse independente.
Nessa hipocrisia solúvel, quem morre é a gente.
À água, de peixe, a amônia.
À terra, de onça, o diamante.
Ao fogo, de pedra, o magma.
Ao ar, de águia, o perfume.
À mim, de si, o cheiro.
Nosso cheiro...
Meu cheiro...
Seu cheiro.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Arte suave
Hoje faz um ano que eu luto jiu-jitsu e, sei lá, não era bem assim que eu esperava estar... mas eu sei que aprendi muita coisa nesse meio tempo, paciência, dedicação, respeito, 'disciplina', lealdade, o gosto da derrota e a não querer sentir ele de novo, a sensação da plena exposição ao entrar em um Ibirapuera lotado, o medo e principalmente a indignação com a minha pessoa por sentí-lo. Sei lá, acho que é isso, ou não, não sei, mas prometo que um dia eu descubro e conto pra vocês ;3
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Diálogo: underneath side.
Mas...e se eu dizer que não me rendo? Que nunca vou me render? Eu quero e vou continuar. Por mais que doa, nunca vi ninguém morrer de dor de cotovelo, de dor de joelho,... Não me importo que nunca passe, eu me acostumo. Mas não vou sentar e esperar que desapareça. Pode ser grave; pode não ser. Não importa, não entende? Eu não posso parar...se paro, morro! E não é drama, é sentimento de dependência. Química, psíquica, física, tudo.
Sou eu, e você faz parte de mim. Não vou desistir de você, prometo... e mais, prometo que cumpro minha promessa! Faz sentido? Enfim, não importa o que aconteça, não sou sua, mas você é meu, e prometo que cuido dela por você. E se não der? Se não der...não importa (denovo)! A dor vem, a dor fica, a dor passa, e volta de novo. Ciclo vicioso, sabe como é, nem Ameba quebra...é a vidá! E vidá com acento no 'á'.
Chega. Cansei. Falei de mais. Muito mais do que devia. Ou não...tinha mais coisa pra falar. Mas, sei lá, cansei. Fui! Fui? É, fui!
~~Adios....
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Chain. Chance. Change.
Ela vem assim, mandriosa, inesperada, aterradora, transformista inevitável, metamorfose bem vinda.
Chega quando menos se quer, porém quando mais se espera, se acomode e verá, seu mundo de cabeça pra baixo. É ela, languida como só ela pode ser, parece nuvem, parece sombra, parece chuva, que no fim, no fim mesmo, esconde um arco-íris de esperança.
É ela que faz o mundo girar, se dependesse de nós, reles humanos, a Terra seria quadrada, estática, acomodada.
Primeiro vem a promessa, de que um dia, tudo mudará, depois vem a mudança, pouco a pouco mas ela chega, carregada pelos suspiros e sonhos sussurrados ao vento, e por fim, chega aquela, esplendorosa e impactante, a evolução, que faz surgir novos suspiros e sonhos de serem como ele, o ser evoluído, e assim, nesse ciclo vicioso, o mundo gira, sem parar, desesperado por uma mudança, como um selvagem preso nas correntes de seu próprio pensamento primitivo, preconceituoso, petrificado e enclausurado, o louco em sua forma mais pura, que procura uma chance, só uma, de quebrar suas correntes e fugir, desesperado, a procura de um novo mundo, mais claro, mais limpo, melhor.
Não digo que mudei, longe disso, mas eu quero, do fundo do meu ser, e quem sabe não é essa vontade que me libertará de meus preconceitos e medos, dessa minha gula pelo estável, dessa minha hipocrisia solúvel?
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terça-feira, 17 de abril de 2012
Transcrição de "A Despedideira" de Mia Couto - Conto para Poema

Queres seu homem Sol?
Eu quero o meu nuvem.
Sem cor, sem voz
Só sombra, só nuvem.
Que me deixe ser livre, mulher
Mesmo que nem sempre sua.
Que tenha medo, marés
No ciclo das águas e dos ventos
E, quem sabe
De vez em quando seja mulher
Que me vista e saiba me vestir
Como se suas mãos fossem minha própria vaidade.
Há muito, me casei
Como rio que corre, forte e caudaloso
Ele se foi, assim como minha vida
Eu já era outra, habilitada a ser ninguém
Ainda assim, de meu carrasco
Bate saudades, desse alguém.
Me lembro sim, daquela época
Encanto que veio, de repente.
Eu era nova, dezanovinha
Tudo era de príncipe, um princípio.
Neste mesmo pátio
Me dirigiu palavra
No primeiro dia
Aí percebi,
Que falado, nunca havia.
Neste mesmo pátio
O que havia feito
Era comercia palavra
Em negoceio de sentimento
Desperdício, diria.
Falar é outra coisa
É essa ponte sagrada
Que quando ele falava
Me solvia na fala, insubstanciada.
Neste mesmo pátio
Lembro desse encontro
O ar por A parava
A brisa sem voar
Quase nidificada
Quando ele tomava a palavra.
Vez voz, olhos e olhares.
Ele, em minha frente
Todo chegado sem usual barragem
Como se sua única viagem
Tivesse sido minha vida,
Querida.
E ele, sempre distante
O último entre seus dedos,
Do cigarro não fumava
E em minha taquicardia
O tabaco se auto-consumia.
E ele gostava assim
A inteira cinza, intacta ao chão
Por ele tombei como igual
Desabei inteira sobre seu corpo
Depois, me desfiz, em poeira estrelada
O vento que me espalhava, nada mais que sua mão.
Nesse mesmo pátio
Em que estreava meu coração
Tudo acabaria, afinal
A paixão dele desbrilharia
A murchidão, do que antes, florescia.
Diz-se que a tarde cai
E que a noite, também cai
Ao contrário, é a manhã que se vai.
Por um cansaço de luz
Suicídio de sombra,
Espreguiçando, mandriosa, inventadora de sombras.
Aos goles de lembrança, na varanda
Sinto que minha alma é água,
Se me debruçar tanto,
Me entorno e morro, vazia. [i]
Assim ele virá, para renovar despedidas
Acreditei, sim, no amor
Em que dois, é se multiplicar em um
Mas hoje sinto,
Ser um ainda é muito.
Ambiciono, sim, ser múltiplo de nada.
Ninguém no plural.
Ninguéns.
Nada mais que o nada.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Woodstock

Depois de tudo que passei, de tudo que senti, não consigo mais te ver. Teu olhar, teu sorriso, me trazem a lembrança dos bons tempos. Pensamos que tudo ficaria bem, e me lembro, sim, da nossa woodstock fantasiosa de puro rock 'n' roll. Lhe peço que não me esqueça, e nem me peça 'por favor'. Quando tiver de voltar, volte, e faça parte da minha nova vida. Sem ti, sem woodstock, sem nada...
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Somewhere back in time

Isso é loucura. Sempre foi loucura. E eu sei que você sabe disso.
Mas tem coisas que a gente não tem como negar.
Que você sempre soube ler, e principalmente, compreender esse livro embaralhado que eu sempre chamei de mente. Talvez isso tenha ajudado você a me enganar da primeira vez...
E não tem como negar que por mais que tenhamos tumultuado simultâneamente as nossas vidas, sempre tivemos algo em comum.
Não tem como negar que eu fui infantil, egoísta, impulsiva, orgulhosa.
E também não tem como negar que você foi grosso, impassível, inflexível, arrogante.
E principalmente, não tem como negar que antes da minha última carta o que estava acontecendo era masoquismo, estávamos nos destruindo, consumidos pelos fantasmas do passado.
Eu estava disposta a mudar, eu mudei. Mas você demorou um pouco demais pra entender isso. E eu fugi, com medo, cansada, decepcionada.
Eu te machuquei demais, eu sei. E você também sabe o quanto me machucou. Foi uma idiotice, que me fez crescer e entender o porque de eu ter fugido.
Da primeira vez, quem mudou fui eu. Impaciente, impulsiva, estava cansada e percebi que não sentia mais por você a mesma coisa de antes. Achei que era página virada, fugi sem remorsos.
Depois eu percebi o meu erro. Comecei a sentir falta, muita falta, do que tivemos. Dei o braço a torcer, deixei todo o meu orgulho de lado e pedi perdão.
O problema foi eu ter voltado e achado que tudo seria como antes, era óbvio que não, mas eu me recusei a ver a verdade. O tempo que passei com você foi um dos melhores da minha vida, e voltei achando que teria de volta tudo que deixei para trás.
E me assustei, me arrependi, mas não entendi a magnitude do que eu tinha feito. O problema não era eu, nem você, era o tempo, que ajuda a curar velhas feridas, a abrir novas e então você muda, amadurece, pode ficar amargo ou mais doce, não importa, você não é mais a pessoa de tempos atrás.
Talvez você estivesse estressado demais, ou fosse eu que estava decepcionada demais, mas éramos nossos próprios parasitas. Você não imagina o quanto eu fiquei remoendo durante esse tempo todo, pensando em quanto eu te fizera mal, sonhei com isso. E também tive tempo pra pensar em tudo, que eu não fora só eu a Cruela Devil da nossa história.
A verdade é que eu cansei...
Cansei de procurar nos outros o que eu tinha em você. A saudade pesa, e aquilo que eu tive contigo me fez muito bem, mas chega. Está na hora de procurar uma nova paixão, uma nova razão de viver, e me dedicar ao máximo para tentar te esquecer.
Eu queria recomeçar, um recomeço, sem mentiras, sem máscaras, o mais límpido possível, mas será que eu consigo? Eu tinha escolhido ser o fantasma da sua vida, e sem querer tentei te manter como o meu. Mas acho que não tenho vocação pra assombração, não consigo calar a boca nem por 5min, imagina por uma eternidade?!
Eu tenho medo... muito medo de você me machucar de novo.
Mas, se 'a coragem não é a ausência do medo', talvez eu tente, mas dessa vez sem pressa, sem correria, sem medo de ser feliz.
I thought I'd lost you somewhere back in time...
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